domingo, 5 de setembro de 2010

[Três~Pecados]


Qual seria a meta em domar as nossas vontades? Medo de um castigo eterno ou a necessidade de ser coerente numa sociedade?

Como todos sabem, os pecados capitais são: Luxúria, Ira, Inveja, Gula, Vaidade, Preguiça e Avareza. Entretanto, temos três pecados que combinados ou sozinhos, dão origem a outros; nesta minha teoria eu aponto a gula, preguiça e vaidade como as principais fontes dos desvios.

Veja, o que seria a inveja se não a vontade de ter aquilo que o outro possuí? Seja um bem material até um valor moral ou atributo físico. Neste aqui temos uma combinação de preguiça com vaidade - por não buscar o mesmo feito da pessoa que se tem inveja e por não reconhecer o mérito do mesmo.

Uma outra combinação de pecados é a luxúria, sim, a vontade animalesca de ter prazer, que te faz escravo das suas vontades. Este é o resultado da vaidade com a gula, enquanto uma não permite enxergar o que está a sua volta a outra faz a pessoa perder o controle da sua vontade.

Agora, leitor, precisamos fazer uma análise mais profunda sobre a vaidade. É um pecado como os outros se analisado superficialmente, mas se você buscar a origem da ira e da avareza, descobrirá que ambas são facetas da vaidade. A ira é um sentimento de raiva, que tem como fonte uma ofensa feita contra nós ou contra algum valor nosso, que o nosso orgulho simplesmente não aceita, seja por causa da nossa soberba, da nossa vaidade. Da mesma forma que a avareza - apego aos bens materiais - mostra a incapacidade de ceder ou trocar qualquer coisa. Fazendo com que as vontades fiquem em primeiro lugar, colocando-a numa busca alucinada por aquilo que deseja. Obrigando-a a abrir mão das suas vontades- ok, aí pode – para alcançar algo e atropelando a vontade dos outros para sentir-se melhor em ter mais que todos.

Tendo religião ou não, é importante lembrar desses defeitos. Eles nos tornam feras e a luta contra eles nos aproxima da nossa real natureza humana de auto e mutua preservação com tudo a nossa volta. Sei que o caminho é difícil, mas se a gente melhorar só um pouco de cada vez, já valeu a pena tentar.

"Nós não somos o que gostaríamos de ser. Nós não somos o que ainda iremos ser. Mas, graças a Deus, Não somos mais quem nós éramos." - Martin Luther King

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

[Ler~Ser]

Eu gosto de livros que passam uma mensagem. Uma ideia, uma forma de pensar.

Este ano eu li O Senhor dos Anéis (A Sociedade e Anel e as Duas Torres), O Estrangeiro, Os Mensageiros, O Consolador e agora estou lendo A Peste.

O mais bacana desses livros é que todos me ensinaram coisas, seus personagens tem valores que me inspiraram, ainda que falhos ou absolutos, eu quero ser igual a eles ou ouvir o que eles tem para me dizer. Posso até listar os caras mais maneiros desses livros: Gandalf, Merry, Gimli, Meursault, Aniceto, André Luiz e agora Rieux.

Neles eu vejo virtudes que gostaria de ter ou que já tenho. Desde a sabedoria de desprendimento de Gandalf até a capacidade de sacrificar-se por todos num trabalho que não será reconhecido, como Rieux.

Ignoramos mensagens de livros ou filmes por estarem amarradas a personagens. Por exemplo o tão famigerado Edward Cullen, quando mostra-se relutante em transformar sua amada em mais um membro de sua raça. Senhor Myagui falando sobre a real origem do karatê. William Wallace gritando por liberdade ao seu executado em Coração Valente. O poema de William Henley, recitado por Mandela em Invictus. E o que eu mais gosto, os ensinamentos de Yoda para Luke no seu treinamento para ser jedi. São valores, com uma capa para que você os aprenda (ou os entenda).

Segue uma das passagens mais marcantes que já li até hoje: "... Lembrem-se, se chegar a hora de terem de escolher entre o que é certo e o que é fácil..." (Dumbledore, Harry Potter: O Cálice de Fogo)

Não leia só por diversão. Leia para se tornar algo diferente do que é quando terminar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Problemas

Ó, eu juro que vou escrever alguma coisa que preste. Sério mesmo.

Minha garganta está me incomodando e a noite eu escrevo com o ar mais úmido e a casa mais silenciosa.

Pode cobrar!