
Gosto muito de observar a linha de pensamento, a forma de agir das pessoas e uma dualidade que entrou na minha cabeça esses dias ainda me deixa rindo sozinho.
Quando vejo um grande executivo, atleta, atores, atrizes, pessoas bem sucedidas e escritores o discurso é sempre o mesmo, de que devemos procurar ser mais gente, desenvolver o lado humano.
Mas notem uma coisa, para caso de sucesso e desenvolvimento precisamos nos comportar como máquinas. O executivo precisa render tantos milhões por ano de lucro para a empresa, o atleta precisa ter um desempenho constante de alto nível, o ator e a atriz precisam fazer sempre peças e o escritor tem uma cota de livros e contos para desenvolver.
Você pode falar que são as consequências da posição dessas pessoas e eu vou concordar contigo. Mas veja como é confuso, as pessoas que dizem para sermos mais humanos são praticamente máquinas em seus ofícios.
E essas exigências para profissionais de alto rendimento refletem-se direta ou indiretamente em nós, mortais, duros.
Pois, transformamos tudo em estatística, números, deixando de lado a qualidade e visando a quantidade. Quantos meninos não sonham em beijar 30 garotas numa festa ao invés de beijar a mulher da sua vida? Quantos jogadores são qualificados pelos gols que fazem e não pelo seu peso dentro do time? Quantos executivos são analisados pelo seu faturamento e não pelo desenvolmento de seus funcionários? Quantos atores são classificados pelo numero de novelas e números ao invés de serem lembrados por grandes personagens que fizeram e que emocionaram?
"...Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura..."
Charles Chaplin, O Grande Ditador, 1945.
Fiquem em paz.
Até a próxima!


